Passei o réveillon sem óculos.
Minha virada de ano foi em baixa resolução.
Os fogos nada mais eram que pixels tricolores pontilhando o que a copa das árvores permitia que se visse do céu.
Ao meu redor, desconhecidas e desconhecidos.
Joias e loiros falsos.
Eles sem meia, elas sem sutiã.
A fartura, o esbalde, o desbunde.
Descontração (ou desconstrução) total.
As mesmas promessas do primeiro de janeiro de 2016.
Recarga na bateria da fé.
Planos e metas que vão embora na ressaca ou ao nascer do sol.
Imaginei como 2017 seria perfeito.
Mijei essa idealização e pedi um refil.
Ainda é uma da manhã, mas já estou com saudade.