quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Vamos tretar
Tudo começa com um tropeço.
Do deslize, o desentendimento.
Está no sangue do animal se engalfinhar; é instintivo.
A versus B num embate ideal.
Até que o privado torna-se público.
Espetaculariza-se o desentendimento.
Um cisco no umbigo vira um Megazord.
Rola aquela mobilização virtual.
Os discursos tornam-se venenosos.
As palavras feito adagas.
Chuva de indiretas.
Viralizam-se o link, o print.
A bandeira do anti-fulano é hasteada.
A tragédia ganha torcida organizada.
Cada Gepeto esculpe a história conforme seu interesse.
A verdade a ninguém pertence — apesar de todos reivindicarem sua posse.
Ninguém quer saber quem morreu desde que também possa chorar.
Busca-se a supremacia na aprovação da maioria.
Assumir uma posição equivale a um all-in (leia mais em https://www.pokerstars.com/br/poker/games/rules/).
Não saber ou não opinar é visto como falta de personalidade.
Em cima do muro não é lugar de prestígio.
O silêncio é o assento do fundo no coletivo da treta.
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