A tarde está quente.
O papo começa a esquentar.
A tendência é esquentar ainda mais.
Qual será o nosso ponto de fervura?
O que você chama de jogo, eu chamo de atração — sim, eu sempre tenho resposta para tudo.
Mesmo quando eu preferia não ter.
É agora que eu te mordo.
Sei que você gosta.
Pescoço e barriga.
A regra manda você morder de volta — what comes around goes around, no pingue-pongue, assim como no amasso.
Quando as mordidas cessam, outras ferramentas entram em ação.
"Você não é de atitude, então acate as minhas ordens."
Comece pelo ouvido. Pescoço. Seguro você pela nuca. Dedos por entre os seus cabelos. Seu queixo é o antílope indefeso à minha investida leonina.
Algo se enrijece. A curiosidade te leva a conferir.
Baixo as alças da sua blusa com a boca. Abro seu sutiã com a milenar técnica dos dois dedos.
"Tenho vergonha, ser mãe não me deixou ilesa."
Olho contemplativo para os peitos que estou prestes a cair de boca e alma.
Sinto um calor vindo de dentro de você. (Alguém chame os bombeiros!!!!)
"Estou envergonhada."
"O que é a vergonha se não sentimento subalterno a outros?"
"Ela não os elimina."
Enquanto você discorda, eu te beijo na boca com vontade, com os dedos percorrendo suavemente as suas costas.
Você me olha com aprovação.
Chego lá embaixo. Você se arrepia.
Eu rio orgulhoso. Baixa oxigenação cerebral (?)
Você o segura com força. Sente cada latejo. Me diz algo que me faz pirar.
Estou feito uma pedra, mas ainda há muito a explorar no mundo dos sonhos que é o seu corpo.
Neste momento, somos sabor, textura e aroma.
"Não sou boa com palavras."
"Na cama, você é a minha coautora."
O botão da sua saia se abre de repente — providência divina atuando em favor de uma tarde memorável?
Você tira a saia devagar. Encaro isso como um convite. Reparo nas pernas que sempre me chamaram a atenção.
Puxo-te pelo elástico da calcinha. Assustada, você sorri e ri. Mais mordidas na barriga já marcada e úmida.
Voltas para cima de mim arrastando-te desde o queixo até o ventre pelo totem que se ergue por baixo da bermuda.
Sua cara de malvada me deixa vidrado. Ansioso pelo seu bote hábil com as mãos e feroz com a língua, que vagueia silenciosa pelas minhas orelhas deixando um rastro molhado.
"Sinta-se envaidecida. Tudo isto é mérito teu!"
"Estou envergonhada…"
"Não é o que as pontas dos meus dedos dizem…"
"Você é tão divertido."
"Você é de tirar o fôlego!"

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